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IPVA com desconto. Vale a pena antecipar?

O IPVA é um imposto estadual, cobrado anualmente aos proprietários de carros, motos, ônibus e caminhões. O valor arrecadado é dividido entre o estado e municípios de registro, sendo direcionado para as obrigações destas esferas, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. O pagamento pode ser realizado à vista ou parcelado, geralmente atrelado ao final da placa do veículo.

Segundo a pesquisa anual feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o valor venal do automóvel em 2021 subiu 22,54%, em média, pressionada pela falta de carros novos no mercado em decorrência da crise de componentes. A escassez aumentou a procura por carros usados, elevando o preço dos veículos até 35% em alguns casos e em consequência, o valor do IPVA. 

No início de ano, muitos estados promovem descontos para quitação antecipada do imposto, permitindo aos entes públicos anteciparem receitas para colocar em dia suas contas. Para os proprietários de veículos, essa pode ser uma boa oportunidade de conseguir alguma vantagem na liquidação da obrigação. Esses descontos que variavam de 3% a 10%, aumentaram para até 20% na quitação antecipada, como no caso da Bahia, e o parcelamento pode chegar a 5 parcelas em alguns estados.

Diante desse cenário, das mudanças e dos descontos convidativos as pessoas se perguntam: No final das contas, antecipar vale a pena? Usar o cheque especial ou tomar um empréstimo é vantajoso? E resgatar um dinheiro aplicado?

A questão não é tão difícil de resolver. Para quem tem, resgatar aplicação pode ser mais vantajoso, mas tudo depende da rentabilidade obtida na aplicação financeira. As taxas para CDBs, títulos de dívida emitidos por bancos e que têm remuneração atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) variam entre 14% e 15% ao ano, e renderiam menos no período do que o valor do desconto.

Da outra forma, as taxas de juros anuais praticadas no mercado para cheque especial ou empréstimos bancários estão muito altas, e nesta opção já no segundo mês anularia o desconto conseguido na antecipação do imposto. Neste caso, talvez compensasse para pagamento em no máximo 30 dias.

Havendo a disponibilidade do recurso, o melhor para o contribuinte seria pagar a vista, ou optar pelo parcelamento sem juros da própria Secretaria da Fazenda Estadual. Poderia também procurar outras linhas de financiamento como o crédito consignado (com desconto direto na folha de pagamento) ou linhas específicas para o pagamento do IPVA, que costumam cobrar juros menores. Contudo, se ao fazer as contas, identificar que a parcela não vai caber no orçamento, o ideal é, antes de tudo, organizar as finanças, cortar os gastos não essenciais e buscar uma fonte alternativa de receitas.

Mas atenção. Atrasar o pagamento pode cancelar o parcelamento e, no caso da cota única, ter a cobrança notificada e bloqueada pela SEFAZ, sofrer a incidência de multa, juros, e correr o risco de apreensão do veículo, gerando mais despesas.