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Placas MERCOSUL podem sofrer novas alterações

No ano em que completa três anos de existência no Brasil, as placas Mercosul podem ser novamente alteradas. É forte a pressão dos fabricantes e Departamentos de Trânsito dos Estados pelas mudanças, devido ao alto número de fraudes e clonagens.

Desde a sua implantação em setembro de 2018, os itens de segurança como lacre, brasão dos municípios, ondas sinusoidais e efeito difrativo no acabamento, foram retirados na busca pela diminuição dos custos, deixando a placa cada vez mais fácil de ser clonada e alvo fácil de bandidos.

Uma consulta pública realizada pelo Ministério da Infraestrutura, encerrada em 17 de março, recebeu 305 sugestões, a maior parte reivindicando as mesmas alterações solicitadas desde o ano passado: iniciativas contra fraudes e clonagens, ações para reduzir os preços e o retorno da identificação de município e Estado.

A volta da identificação dos municípios, o que permitia uma fácil identificação de criminosos forasteiros em uma cidade, por exemplo, foi uma das reclamações mais anotadas na consulta.

Outra das reclamações recebidas é a respeito do QR Code, que mostra informações sobre o veículo. O código bidimensional é uma substituição do antigo lacre, mas é simples de copiar. Há casos de placas clonadas com um adesivo, contendo a cópia de um QR Code original.

Segundo o Presidente da Associação dos fabricantes de placas do Estado do Mato Grosso, o valor arrecadado dos fabricantes com o QR Code, movimenta uma quantia de R$ 90 milhões por ano, “com esse montante seria possível criar um sistema de segurança mais complexo, que impedisse fraudes”, sustenta.

As placas de Coleção também figuraram entre as reclamações. As alterações aprovadas pelo CONTRAN no final de 2021, resultado das reivindicações dos ‘antigomobilistas’ e que começam a vigorar no mês de junho, no entendimento de DETRANS e associações de fabricantes de placas abriu mão de itens de proteção ficando ainda mais frágeis contra fraudes, quando comparadas ao modelo anterior.

O Ministério da Infraestrutura informou que a realização da consulta pública teve por objetivo receber contribuições da sociedade civil para revisar e consolidar atos normativos em um único documento e, que após analisadas, as sugestões serão discutidas no Conselho Nacional de Trânsito [CONTRAN], acrescentando por meio de nota que “não há como se falar em qualquer tipo de mudança na placa Mercosul neste momento”.