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A Pandemia e o Trânsito.

Desde inicio do ano, o mundo enfrenta uma ameaça que assusta e faz vítimas em praticamente todo o planeta. Em pouco mais de dois meses, já são mais de 130.000 infectados e 4.900 mortes em 116 países.

Surgido na China, o Coronavírus é um agente infeccioso que ataca o sistema respiratório dos humanos, transpõe barreiras e desafia a comunidade médica na Ásia, Oriente Médio e Europa. Em março, também chegou as Américas, África e Oceania.

O medo do contágio, já interfere nos hábitos e no comportamento das pessoas em todo o mundo. Os cuidados com a prevenção estampam a toda hora os noticiários nas TVs, jornais, revistas e principalmente as redes sociais. As viagens e eventos públicos vêm sendo evitados pela população, ou cancelados pelas autoridades na tentativa de diminuir a transmissão. Algumas projeções apontam para a ocorrência 37 milhões de casos, com 1,2 milhões de mortes até o final deste ano. No Brasil, só o Estado de São Paulo estima em 460.000 o número de infectados.

Apesar da gravidade, por aqui, várias outras ameaças que atingem e matam um contingente até maior de pessoas não têm recebido o mesmo tratamento. O trânsito é uma delas. Embora os governos realizem campanhas de educação para o trânsito, os resultados nem sempre atingem os objetivos, na maioria das vezes pela baixa frequência, ou pelo desinteresse da população em aderir e multiplicar esses esforços.

Acidentes de trânsito matam anualmente mais de 1,35 milhão de pessoas em todo o mundo, ao custo de mais de R$ 500 bilhões. No Brasil, em 20 anos, foram mais de 734 mil mortes, uma a cada 15 minutos. No mesmo período o SUS desembolsou R$ 5,3 bilhões em procedimentos médicos relacionados a acidentes nas ruas e estradas. Diferentemente da epidemia pelo corona, que vitima na maioria idosos, no trânsito a maioria das vítimas é de jovens até 29 anos.

Ultimamente, o que mais temos visto nas TVs e Redes Sociais são recomendações para evitar aglomerações, lavar as mãos e usar álcool em gel, mas não se dá a mesma importância a respeitar a sinalização, atravessar na faixa de pedestres, não usar o celular ao volante ou não beber antes de dirigir.

Iniciativas nesse sentido precisam ocorrer mais vezes e a divulgação incentivada, para ter uma maior penetração no público alvo,, o Brasil precisa urgentemente mudar o seu comportamento no trânsito. Que os segmentos de veículos, serviços automotivos, acessórios e afins se engajem nesse esforço, criando, patrocinando e divulgando ações e campanhas educativas para melhoria do usuário. Esta tarefa não pode depender apenas das ações governamentais. No trânsito, segurança é uma obrigação de todos.