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Cai o número de Carteiras de Habilitação emitidas em todo o Brasil

Um levantamento com base nos dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) de 2014 a 2017, revela que os brasileiros estão cada vez menos interessados em adquirir uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Segundo dados do Denatran, o volume total de emissões de CNH em 2014 passava dos 3 milhões, porém em 2017, esse número recuou para 2,1 milhões de emissões. Para condutores de 18 a 21 anos o volume caiu 20,61% em três anos. Foram 939 mil habilitações em 2017, contra pouco menos de 1,2 milhão em 2014, a comparação entre os jovens até 25 também mostra esse sinal de queda

Uma outra pesquisa de uma consultoria especializada em comportamento, mostra que comprar um carro é prioridade para somente 3% dos jovens de 18 a 24 anos. Esse desinteresse reforça os desafios às autoridades de mobilidade urbana. Em São Paulo, um levantamento do Departamento de Trânsito (Detran-SP) aponta queda de 10,5% de novas habilitações na faixa etária de 18 a 30 anos nos últimos seis anos. De acordo com o estudo, houve uma redução de 4.872 milhões de pessoas habilitadas nessa faixa em 2015 para 4.356 milhões em 2021. Já o IBOPE reafirma as estatísticas, um estudo de 2020 aponta que no Brasil, apenas 27% dos homens e mulheres com até 25 anos têm Carteira de Habilitação.

Fatores culturais e econômicos estão entre as principais explicações para tal desinteresse. Os altos custos para a primeira habilitação, o elevado custo na compra e manutenção de um veículo próprio, a dificuldade e o custo para estacionar nos centros urbanos, o surgimento dos aplicativos de transporte e a lei seca fizeram com que o carro perdesse prestígio e deixasse de ser sinônimo de independência. Pelo celular, com meia dúzia de cliques, os jovens chamam um condutor pelos aplicativos de transporte e fazem as viagens que precisam.

Essas viagens bem que poderiam ser realizadas através do transporte coletivo, mas a violência e a falta de conforto são duas das principais queixas dos usuários de ônibus e trens, e influenciam na escolha. Especialistas temem que o avanço dos apps amplie os congestionamentos nas metrópoles e ameace o transporte coletivo.

Um outro setor fortemente impactado pala mudança é o das autoescolas. A queda vertiginosa na busca pela habilitação atingiu em cheio os CFCs que tiveram que diminuir efetivo e buscar outros mecanismos para atração de alunos. Há quem afirme que será necessário uma readequação e atualização do sistema, para abarcar a demanda de uma forma diferente e estimular nos jovens o desejo de estar habilitado, ainda que não utilize seu próprio veículo todos os dias.