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Como será o futuro dos carros autônomos?

Veículos Autônomos são aqueles capazes de se movimentar no ambiente segundo um trajeto planejado, de forma rápida, eficiente e segura. Eles representam uma grande inovação para a indústria automotiva, porque têm o potencial de substituir, de acordo com o grau de automação, a participação humana na sua condução.

Desde a virada do milênio os autônomos vêm sendo aprimorados e testados continuamente por várias empresas de tecnologia dos Estados Unidos, China e outros países, somente nos EUA já rodaram mais de 16 milhões de quilômetros.

Veículos Autônomos já são comercializados em várias partes do mundo, no último trimestre de 2020, foram vendidos cerca de 3.5 milhões de unidades. Por enquanto, estão sendo vendidos carros dotados do que se chama de “autonomia restrita”, de nível 2, que para funcionar, precisam de um motorista sentado na direção, já que o nível máximo de autonomia em carros comerciais ainda está um pouco longe de chegar ao mercado.

Os carros autônomos foram idealizados e planejados com a finalidade de facilitar o deslocamento, reduzir os acidentes, a poluição sonora, e os engarrafamentos. Para isto contam com sensores espalhados por todo o veículo que trocam informações em tempo real com um computador central, permitindo que as tomadas de decisão sejam feitas de maneira praticamente imediata. No entanto, essas decisões são tomadas com base em um algoritmo, que a partir de situações previstas determina o tipo de ação a ser escolhida. Mas como garantir que seria aquela a decisão eticamente correta diante de uma situação “imprevista”? Como decidiria, entre atingir um poste, com risco aos ocupantes do veículo, ou atropelar um ciclista na faixa de rolamento?

Esse dilema chama a atenção para um outro ponto. De quem será a responsabilidade em caso de acidentes? Hoje, pela legislação brasileira, quem responde por um sinistro de trânsito é o condutor e o proprietário do veículo. Por omissão ou por conduta culposa, quem adquire e utiliza um carro é responsável por eventuais danos que venham a ocorrer, mesmo que não o esteja conduzindo. Tratando-se de um modelo 100% autônomo, em que o motorista não interfere na condução, a quem responsabilizar? A falha pode ser do fabricante e do software, ou do proprietário, se as atualizações não tiverem sido instaladas corretamente.

Diante dessas questões a regulamentação de veículos autônomos para circulação certamente exigirá uma reforma nos Códigos de Trânsito para prever a figura do “motorista virtual”, impondo aos fabricantes que os sistemas operacionais devam ser obrigatoriamente, programados para atuarem observando toda a legislação de trânsito vigente em cada país.