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Semana do Trânsito. “No trânsito, sua responsabilidade salva vidas”.

O trânsito no Brasil continua sendo um dos mais violentos em todo o mundo. Este ano, durante a abertura da Semana Nacional do Trânsito que acontece entre os dias 18 e 25 de setembro, o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, chamou a atenção para a falta de percepção dos riscos de atitudes individuais e destacou que o erro humano é a principal causa de acidentes

Em 2010 no lançamento da Década de Ações para a Segurança no Trânsito promovida pela ONU-Organização das Nações Unidas, o País aparecia em quinto lugar com cerca de 35 mil mortes por sinistros de trânsito. Mesmo tendo assinado o pacto em que se comprometia a desenvolver ações para reduzir pela metade as mortes entre 2011 e 2020, o resultado passou longe disso com uma média anual de 40 mil mortes no período. De acordo com estudo da OMS, em 2019 passamos para o quarto lugar atrás apenas da China, Índia e Nigéria.

Em 2020, mesmo com a circulação reduzida por conta das medidas de restrição adotadas durante a pandemia, aconteceram 63.447 acidentes em rodovias brasileiras, número ainda considerado como “extremamente alto”. No geral, foram mais de 37 mil pessoas mortas em sinistros de trânsito, tendo como as principais vítimas das ocorrências os motociclistas, impulsionadas pelos serviços de entrega rápida que aumentaram significativamente no último ano.

No aspecto econômico, dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostram que o Brasil gasta através do SUS, cerca de R$ 50 bilhões ao ano com despesas hospitalares, decorrentes dos sinistros de trânsito. Daniel Bassoli, diretor executivo da Federação Nacional da Inspeção Veicular – FENIVE avalia que “O trânsito é uma pandemia silenciosa no Brasil, que mata diariamente”. Infelizmente este é um problema que já foi banalizado e, que talvez pela falta de maior publicidade, não sensibilize a população.

Durante a solenidade de abertura da Semana Nacional do Trânsito em Brasília, o secretário Marcelo Sampaio assinou o novo PNATRANS, Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. Pela proposta, o Brasil quer salvar 86 mil vidas, reduzindo pela metade as mortes até 2028.

São várias as causas de acidentes no trânsito no Brasil, a maioria, 90%, por motivação humana. Por isto, é necessário que as entidades do Sistema Nacional de Trânsito desenvolvam de forma integrada, ações educativas e de fiscalização para que os cidadãos brasileiros, desde o pedestre que circula pelas ruas até o empresário dono de uma frota de caminhões, comecem a entender que o trânsito é responsabilidade de todos.

A transformação do DENATRAN, alçado a categoria de Secretaria de Estado no início setembro, pode contribuir de forma decisiva no esforço para alcançar o objetivo, já que ganha autonomia e mais agilidade no planejamento de ações e decisões, mas especialistas defendem a criação de uma agência independente, sem subordinação hierárquica.

Torçamos por isto.