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Com onda de cancelamentos, UBER testa fura-fila no Brasil.

Os aplicativos de transporte privado causaram uma verdadeira revolução no modo como as pessoas se movimentam pelos centros urbanos das cidades.

Inicialmente no Rio de Janeiro, com a proposta de oferecer comodidade ao usuário que busca por um meio de transporte particular e seguro, a UBER chegou no Brasil em 2014 e caiu no gosto de muitos, pela facilidade em pedir pelo celular um carro com motorista a preços convidativos.

No começo, a novidade enfrentou muita pressão e resistência por parte entidades de transporte de passageiros e taxistas, mas no primeiro ano de vida, já atuando em outras cidades, a plataforma contava com cerca de 6 mil motoristas parceiros. A flexibilidade de horários e a facilidade no credenciamento permitiram que milhares de brasileiros encontrassem uma nova forma de renda dirigindo com aplicativos, como atividade complementar ou principal, repassando mais de R$ 68,4 bilhões aos 1 milhão de motoristas e entregadores parceiros nos sete anos de operação no Brasil.

Na contramão do sucesso inicial, nos últimos meses em meio à alta da gasolina, passageiros estão tomando “chá de cadeira” para conseguir embarcar nas viagens pelo aplicativo, em razão do aumento do número de cancelamentos em viagens consideradas “pouco atraentes” pelos motoristas, causando reclamações de usuários, fuga de clientes e aumentando a demanda de passageiros por táxis.

Num esforço para reverter o quadro, a empresa anunciou na quinta-feira (14) o recurso Uber Prioridade, em que usuários poderão pagar para embarcar mais rápido. O funcionamento começou a título de testes nas cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belém (PA) e é a resposta da empresa de aplicativo às reclamações cada vez mais numerosas de passageiros, pelo tempo de espera que tem crescido. Mas só valerá para as regiões centrais das cidades.

Para utilizar o serviço e passar na frente dos outros na fila, o passageiro que selecionar a opção “Prioridade” vai desembolsar em média 20% a mais em comparação à corrida pela modalidade “Uber X”, dependendo do trajeto e horário. A empresa não informou sobre o que vai acontecer com os passageiros que não vão pagar mais caro, se o tempo de espera vai aumentar ainda mais, já que tanto os motoristas como o aplicativo vão querer ganhar mais.